Uma viagem invertida da origem ao destino
A inversão dessa viagem não está no título, mas no que eu vou considerar, aqui nesse post (e talvez no blog inteiro) como a origem e o destino das minhas viagens através da memória.
É normal considerarmos a origem como algo que vem cronologicamente antes do destino, mas aqui vou fazer o inverso: a origem é sempre o meu momento presente, e o destino é aquele local da memória aonde o percurso das minhas reflexões irá me levar, um local do meu passado que esse percurso todo identifique como a influência ou a referência para meu ponto de origem no post.
A intenção desse blog é fazer uma reflexão quase terapêutica entre minhas leituras, minhas situações, reações e escolhas atuais e minhas experiências passadas. Em algumas situações vou encontrar essas relações, em outras, vou apenas organizar pensamentos que podem se tornar elaborações mais profundas para o futuro.
Então, sem maiores explicações, vamos para o contexto de origem desse post (que é a inauguração do blog):
Hoje, eu sou uma ingressante em um doutorado em Memória Social, que acabou de ler alguns textos provocativos que culminaram da criação desse blog.
Mas o caminho para o dia de hoje é composto por uma série de reflexões mais ou menos organizadas, que vou expor aqui numa ordem não exatamente cronológica, mas de sentido geral.
Desde que ingressei, em 2010, numa graduação de ciências sociais voltada para as políticas e produções de cultura, tenho sido inquirida, de tempos em tempos, a explicar minha relação e motivação para a "escolha" do trabalho voltado voltado para o Patrimônio. Essas inquisições se deram de diversas formas: primeiro em eventuais entrevistas ou conversas sobre trabalho, outras mais formais, nos processos de inscrições em cursos e editais.
Acho que a primeira vez que relacionei formalmente minha infância à relação profissional e acadêmica que tenho com o Patrimônio foi em uma carta de intenções escrita para concorrer a um bolsa de mestrado no exterior (para a qual não fui selecionada, diga-se de passagem).
Desde então, essa relação volta de tempos em tempos, em pensamentos pessoais, daqueles em que tentamos responder à pergunta: "como foi que eu vim parar aqui?". E para mim, sempre fica meio que claro que essa relação se iniciou no Casarão.
Hoje, após reler um capítulo de "A memória coletiva" do autor Maurice Halbwachs, que relaciona as lembranças de infância, com acontecimentos históricos de uma sociedade, transformando esses acontecimentos em uma memória individual que se apoia na memória coletiva, finalmente me senti motivada o suficiente para organizar em texto essa reflexão.
Porém, como esse post aqui é uma viagem sobre a origem do blog (e acabamos de chegar ao seu destino), vou elaborar essa reflexão entre minha infância (o Casarão) e o Patrimônio no próximo post.
Até nossa próxima viagem!
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